Ascensão do Senhor, Pentecostes e Santíssima Trindade

    

(Imagem da internet)

    A Igreja celebra, neste tempo, solenidades fortes a partir do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Primeiramente, a ascensão do Senhor. O corpo de Cristo morto na cruz foi glorificado a partir da Ressurreição. Desse modo, Jesus caminha com seus discípulos em um corpo glorificado. Entretanto, chega o momento de voltar ao Pai. Na última aparição do Mestre, ou seja, na ocasião da ascensão, a humanidade de Jesus entra na glória divina, Cristo é levado ao céu (cf. At 1, 9 ou Mc 16, 19).  Portanto, Jesus adentra de uma vez por todas no céu e nos espera para estarmos eternamente com Ele após nosso peregrinar nesta vida. Mas mesmo estando em uma nova dimensão, Cristo caminha conosco e nos anima a viver uma vida nova a partir da sua ressurreição.

            No domingo seguinte, a solenidade de Pentecostes. Depois da vinda do Espírito Santo na festa de Pentecostes (cf. At 2, 1-11), a Igreja nascente, composta pelos discípulos de Jesus, sofre uma grande transformação: se antes se encontrava escondida por medo dos judeus com as portas trancadas (cfJo 20, 19), agora muda seu rumo. Acontece, pois, a sua apresentação ao mundo. Os discípulos, repletos do Espírito Santo, saem corajosos para anunciar a todos o nome de Jesus. Somos nós os convidados a fazer a experiência de pentecostes e a não ter medo de anunciar o Autor da nossa fé sendo testemunhas d’Ele em todo lugar usando ou não das palavras.

            Após a revelação e acolhida do Espírito Santo como pessoa divina, celebramos a festa de “Deus, que é comunidade de amor”. Essa simples frase aponta para o que conhecemos como a Santíssima Trindade, ou seja, um só Deus em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Entender este mistério plenamente é tão complicado que conta-nos uma história que um anjo apareceu a Santo Agostinho em forma de um menino e disse que era mais fácil colocar toda a água do mar em um buraquinho na areia da praia do que ele compreender o mistério trinitário. Desse modo, cabe a nós entender que Deus não é solidão, mas comunidade de amor, de convivência, de dar e receber. Assim, nós também somos chamados a fazer a diferença em nossa comunidade e não ficar fechados em nós mesmos.

 

Emanuel Tadeu

 

#ascensão #pentecostes #SSTrindade #fé #liturgia #umpoucodafé

 


Comentários