Sinceramente, peço desculpas pelo título informal, mas é o que meu coração de jovem fala diversas vezes: tô perdido! Em meio a tantas informações, músicas, escândalos, hashtags... digo, às vezes: tô perdido!
A transitoriedade tomou conta de tudo, desde o consumo de bens até as relações pessoais e isso afeta diretamente os jovens. Ficamos perdidos em meio a um tempo de tantas mudanças e é neste contexto caótico e, ao mesmo tempo, propício para evangelização, que devemos falar sobre um trabalho com a juventude, afinal, são nas crises que melhor podemos crescer.
Ao receber o convite para escrever sobre este ano em que a Arquidiocese está dedicando à juventude, logo pensei: devo falar ao jovem ou do jovem? Pode parecer ingênua essa indagação, mas não é. Falar ao jovem significa dizer diretamente a ele, implica diálogo e encontro com sujeitos concretos e reais. Já falar do jovem é discutir sobre ele, refletir sobre como ajudá-lo, vendo-o, muitas vezes, como destinatário passivo da evangelização, nem sempre o escutando realmente, isto é, buscando saber se aquilo ali é bom ou não para ele.
Interessante o que se fala hoje
na nossa Igreja sobre a necessidade de ir
ao encontro e escutar. Talvez um
dos passos para evangelizar a juventude, e não somente ela, seja o simples e
complexo passo da escuta. Sim,
escutar o que o outro tem a dizer, pois talvez levaremos água para saciar quem,
na verdade, está com fome ou levaremos pão para quem está apenas com sede. Evangelizar
é sempre necessário, mas o modo de o fazer é algo a ser descoberto constantemente.
Emanuel Tadeu
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