Apresentação do Senhor

(Imagem da internet)


No dia 02 de fevereiro celebramos a Solenidade da Apresentação do Senhor. Você sabe o sentido histórico-bíblico e espiritual de tal celebração? É sobre isso que vamos refletir agora.

            Quando não conhecemos uma pessoa precisamos de uma apresentação. Eu digo meu nome e ela diz o dela. Aí começa o processo do conhecimento interpessoal. Na tradição de Israel, o primogênito – o primeiro filho do casal – deveria ser apresentado aos sacerdotes e consagrado ao Senhor depois de 40 dias do nascimento: “Consagra-me todo primogênito, todo o que abre o útero materno, entre os israelitas. Homem ou animal, será meu” (Ex 13,2). A Solenidade da Apresentação do Senhor recorda justamente tal momento histórico-bíblico: no quadragésimo dia de vida, o Menino Jesus foi levado ao Templo de Jerusalém, por Maria e José, apresentado aos sacerdotes e consagrado a Deus. Tal acontecimento é também lembrado quando rezamos o Santo Terço no quarto mistério gozoso: contemplamos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a purificação de Maria.

            Jesus não precisava ser consagrado a Deus, uma vez que é o próprio Filho de Deus. Maria não precisava ser purificada, pois já era pura. No entanto, a família de Nazaré nos ensina com sua humildade a seguir sempre a Lei do Senhor. Será que nossas famílias têm buscado seguir a Lei do Senhor? Pensemos. Falando em humildade, havia dois tipos de sacrifícios que poderiam ser oferecidos no Templo: um novilho ou ovelha ou carneiro se a família tivesse mais bens ou um par de pombinhos ou rolas se fossem mais pobres (cf. Lv 5,7; 12,8). Advinha qual foi a oferta da família de Nazaré? Confira em Lc 2,24.

            Após a apresentação de Jesus, chegou ao Templo de Jerusalém um velho justo, piedoso e cheio do Espírito Santo: Simeão. Ao ver o menino, Simeão o tomou nos braços – parece até mineiro que quando visita um recém-nascido tem que pegá-lo – e bendisse a Deus. “Agora, Senhor, conforme a Tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a Tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória do Teu povo, Israel” (Lc 2,29-32).

            Assim como Maria e José, nós iremos adentrar no Templo do Senhor, a Igreja, no dia 02 de fevereiro com velas acesas. Junto com a Sagrada Família vamos oferecer o Cristo e nos oferecer a Deus. As velas que carregamos simbolizam o Cristo menino, a luz que ilumina as nações como rezou o velho Simeão.

Neste dia também, recordamos todos os religiosos que se entregam a Deus e renovam a sua consagração, é o dia mundial da vida consagrada. Rezemos, irmãos e irmãs, pelos consagrados e por toda a humanidade para que se abram a Luz de Cristo.

Emanuel Tadeu

 

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